| Obra de Leila Dias Dória |

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Veja aqui algumas obras dos participantes da Terceira Mostra de Arte Musiva do Distrito Federal
No Conjunto Nacional de Brasília (CNB), entre 19 e 30 de abril de 2004
Atualizações a cargo do companheiro Gougon. Qualquer dúvida telefone direto para ele (99872136) ou envie mensagem para gougon@apis.com.br
| Mostra recebe visitantes de toda parte |

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| Chegamos a 36 expositores! |
| Convite para a Terceira Mostra Musiva de Brasília |

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| Tema da Mostra é o aniversário da cidade (44 anos) |
| Obras de Marília Rendy |

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| Mesa de Jeny Braga |

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(O convite já estava pronto e a organização do evento acertada quando recebemos, com muita alegria, novas adesões das mosaicistas Marly Vieira, Jeny Braga, Marília Rendy e Graziela Oliveira, somando-se ao grupo da Terceira Mostra de Arte Musiva. Mosaico é assim: tem um certo sentido de congraçamento, pois é obra que resulta de agregação, da comunhão harmoniosa, da beleza que vem do coletivo)
| Balcão de Sônia Fátima |

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| Painel de Josemeire |

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| Obra de André Domiciano |

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| Obra de Nelma Santos |

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| Obra de Rosângela Evangelista |

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| tampo de mesa |

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| Nilda Lopes |
| Obra floral de Margarete Medeiros |

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| Mesinha encantadora de |

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| Marília Rendy |
| Terceira Mostra revela grande crescimento |

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| Qualidade e quantidade : 233 obras musivas |
| Obra de Meire Vieira |

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| Obra rara: Agenda |

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| de Lúcia Mafra |
| Detalhe de obra em mármores e granitos |

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| de Graziela Oliveira |
| Escultura de Julia Tania |

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| Obras de diversos autores |

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| "Cristo", de Cida Carvalho |

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| Tampo de Mesa de Adriana Morbeck |

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| em parceria com Janaína Martins |
| Mesa de Regina Rabelo |

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| araras de Cida Carvalho |

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| vaso de Flávio |

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| Gato, de Malou Oliver |

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| trabalho de Clarissa Genari |

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| Retrato, de Cláudia Spessato |

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| Vasos de Ruth Ataíde |

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| Obra de Flávia Schnaider: elegância |

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O que acontece quando as pedras se juntam
A mais importante Mostra Musiva de Brasília teve sua terceira edição anual no Conjunto Nacional de Brasília, o shopping mais popular da Capital da República, o que, desde logo, evidencia o caráter democrático e aberto do evento que, entre os dias 19 e 30 de abril de 2004, reuniu as principais expressões do mosaico brasiliense na Praça das Artes, localizada no pavimento inferior do CNB.
O que se viu foi o trabalho de 36 mosaicistas dedicados de coração à produção de uma arte muito antiga, de largo emprego pelos romanos, com histórias de apogeu, no período bizantino, e de ocaso, no Renascimento. Utilizada largamente pelos artistas brasileiros do período modernista, especialmente nos anos 50, volta a vicejar hoje pelas mãos de artistas e artesãos que retomam o conhecimento do passado para revestir espaços utilitários ou decorativos, dando um novo alcance à arte.
Depois que os arquitetos Antoni Gaudí e Josep Jujol decidiram utilizar as quebras de azulejos para recobrir bancos e paredes do Parque Güell, em Barcelona, no início do século XX, o mosaico tornou-se uma arte popular, acessível e de fácil realização. E de resultados surpreendentes. Athos Bulcão, o reconhecido mestre muralista de Brasília, realizava mosaicos no Rio de Janeiro antes de mudar-se em 58 para a Capital da República. Naquela ocasião, ele percebeu que a cidade tinha pressa e passou a empregar outras linguagens plásticas, sobretudo a azulejaria, que encanta o cotidiano do brasiliense. Passado o período de formação da cidade, Brasília hoje exige calma, reflexão e esmero, ou seja, os ingredientes principais da arte musiva.
Não é por outra razão que ela volta a florescer na cidade e já pode exibir expressões estéticas variadas de quem a ela se dedica. São obras cada dia mais refinadas, mais requintadas e harmoniosas. Começam a tomar conta do nosso dia-a-dia, num adorno no piso, num quadro na parede, no revestimento de um vaso, de um espelho, numa obra de arte, em painel e até em monumentos.
Já não se pode ignorar sua força até porque o Brasil tem uma longa tradição nessa arte, sobretudo nos mosaicos em pedra portuguesa que se espalharam depressa por todo o país desde que foram empregados pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 1905, na abertura da Avenida Rio Branco. Em Brasília, ainda se mostram vistosos os primeiros mosaicos realizados ao longo da Avenida W-3 sul, em 1972, pelo artista e arquiteto Fabrício Pedroza, hoje assessor do Ministério da Cultura. Como também merecem destaques as calçadas que, em Brazlândia, representam obras de um dos maiores artistas da cidade, Francisco Galeno.
O mosaico exibido na Terceira Mostra Musiva de Brasília caracterizou-se pelo arrojo, por incorporar os elementos novos que a tecnologia proporciona atualmente e impelem à renovação dessa linguagem. Enfim, mais do que qualquer palavra, nada pode substituir o olhar direto de quem compareceu e fruiu da beleza dos trabalhos expostos, realizados de muitas formas e materiais, sejam azulejos, mármores, pastilhas vítreas, bolinhas de gude, cerâmica queimada, ou quaisquer outros.
A arte musiva é uma arte de transformação. Ela serve para transformar através de agregação de pedacinhos. Sempre é tempo de abrigar-se nesta formidável colcha de retalhos que é o movimento musivo de Brasília, uma atividade nova, envolvente, lúdica e que é capaz de restaurar e dar vida a uma prática tão antiga, que seu nome deriva do latim musa, do qual também vieram música e museu - uma genealogia linguística pra ninguém botar defeito.
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